


Nesse período, houve uma grande ampliação da estrutura geral da Escola. Os cursos técnicos, que eram noturnos, passaram a ser também diurnos. O Ginásio Industrial foi se extinguindo gradativamente a partir de 1967, uma série a cada ano.
Grandes modificações aconteceram no ensino. Além dos cursos técnicos industriais, com suas variedades de opções, vieram também os cursos técnicos da área de serviços, como os de Contabilidade, Administração, Secretariado e Estatística. Nessa mesma época, foi permitida, preferencialmente nos cursos da área terciária, a matrícula para mulheres, depois estendida a todos os demais cursos. O número de alunos quadruplicou em 2 anos e o de professores acompanhou proporcionalmente o mesmo crescimento.
Com a Escola Técnica, foi criada, pela primeira vez, a administração específica para o ensino, pois, até então, o diretor, sozinho, fazia de tudo. Surgiram as coordenações de curso, de área e de disciplina, os departamentos ligados ao ensino e à administração, bem como a assessoria para a direção geral. Posteriormente, foi estruturado o Serviço de Orientação Educacional, com assistência de outros profissionais, além do orientador. Igualmente, foi criado o serviço de Supervisão Pedagógica, para dar suporte e assessoria ao trabalho docente, e implantado um moderno sistema de avaliação do processo ensino-aprendizagem, garantindo maior segurança à promoção do aluno.
Entre 1968 e 1970, a grande obra administrativa da ETFPI consistiu no início da construção do Prédio “B” da Unidade Sede.
De 1970 a 1975, a administração da ETFPI entrou numa fase de crescimento e dinamismo, com realizações, em parceria com o Governo do Estado, que engrandeceram a Instituição, como a construção da Praça Marechal Deodoro da Fonseca, popularmente conhecida como Praça da Bandeira, na capital do Estado, bem como a do Monumento aos Heróis da Batalha do Jenipapo, na cidade de Campo Maior.
Nessa mesma fase, quando os servidores se dedicavam, sem restrições de horário, à Instituição, iniciou-se, no Estado do Rio Grande do Norte, o processo de qualificação dos professores da ETFPI.
Durante o período de 1975 a 1994, foi definido na Instituição o horário de trabalho para os servidores, cuja qualificação continuou através do apoio da direção geral à realização de cursos de Pós-Graduação, em nível de Especialização, no Estado de Minas Gerais.
Destaca-se também, na administração de 1975 a 1994, a construção do Prédio “C” da Unidade Sede da ETFPI e a inauguração da primeira Unidade de Ensino Descentralizada (UNED) na cidade de Floriano.
SIEE: Vivenciando o Mercado de Trabalho
Para melhorar o relacionamento da Escola com a comunidade, foi estruturado o Serviço de Integração Escola-Empresa (SIEE), que trouxe, para dentro do estabelecimento de ensino, as empresas locais, regionais e nacionais, as quais abriram as suas portas para receber alunos como estagiários, em seguida, admitidos em seus quadros funcionais. Destacam-se algumas Empresas que recebiam e recebem grandes números de alunos: CEPISA, AGESPISA, Construtoras em geral, Companhia CEB de Brasília, Companhia Vale do Rio Doce e Infraero.
Um Esforço de Modernização da Instituição
Houve um grande esforço para a ampliação e modernização dos recursos materiais didáticos e humanos, com vistas a corresponder às aspirações de crescimento gerado pela pressão social, exercida sobre a Instituição, sempre por mais vagas no corpo discente e por maior qualidade no ensino. Também ocorreu um grande desenvolvimento na habilitação dos professores, surgindo, aos poucos, os primeiros Mestres e Doutores.
A modernização da Escola começou em meados da década de 1980 com o advento da informatização, que chegou primeiro à administração e, posteriormente, ao ensino, criando-se grandes laboratórios para cursos de informática, destinados a alunos, professores, técnicos administrativos e à comunidade fora da Escola.
O ponto alto desse período foi a interiorização do ensino com o planejamento, a construção e a consolidação da Unidade de Ensino Descentralizada (UNED) de Floriano, processo iniciado em 1986 e concluído em 1994. Esse marco na história da Instituição registrou-se no livro A Escola Técnica Federal do Piauí e sua Primeira UNED: Mãe aos 84 Anos (1995), de autoria de Antonio Gerardo Rodrigues, professor e administrador.
Em 1994, foi autorizada a transformação da ETFPI
Foram diretores gerais da ETFPI, respectivamente: Roberto Gonçalves Freitas, de